Entenda como funciona as placas gráficas e escolha a ideal para você
Na era da computação visual, as placas de vídeos são fundamentais. Conheça a importância e quais os itens que a compõem.
Sabe-se que uma placa de vídeo permite uma experiência completamente diferente do usuário com o PC. Com ela, torna-se possível rodar aplicativos 3D, que aos poucos começam a extrapolar a área dos games – editores de imagem e até alguns sistemas operacionais têm solicitado níveis cada vez maiores de processamento de vídeo.
“Nós estamos vivendo a era da computação visual, a cada dia surgem mais aplicações que se beneficiam de uma placa de vídeo, e essa tendência veio para ficar”, diz José Pedro Ranalli, diretor de marketing corporativo da NVidia.
Para ter esse desempenho de ponto, é necessário adquirir as placas dedicadas e não as chamadas onboard, que ficam juntas à placa-mãe e possuem desempenho bem inferior. As placas de vídeo onboard são adequadas para os usuários que não necessitam de um grande desempenho gráfico.
Um procedimento que tem aparecido ultimamente é o chamado hibridismo. Trata-se de utilizar tanto uma placa onboard quanto uma outra dedicada no computador, de modo que seja possível somar os desempenhos de ambas, chegando-se a um desempenho ainda maior.
Uma outra vantagem dessa técnica pode ser a alternância entre as placas: enquanto se utiliza o PC para realizar uma tarefa simples, que requer pouco processamento de vídeo – como navegar na internet -, é possível desativar a placa dedicada, de maior potência, usando-se apenas a onboard. Assim podemos economizar energia e diminuir a geração de calor e ruídos.
Numa placa gráfica, o principal ítem determinante sobre a sua capacidade é a GPU (Graphics Processor Unit, ou unidade de processamento gráfico), é ela que faz o trabalho de transformação dos vértices e iluminação, o que seria justamente fazer a aplicação de texturas e superfícies sobre a figura geométrica feita pelo processador, fazendo com que a imagem apareça da forma como a vemos na tela.
Mas outros componentes da placa também são importantíssimos. É necessária uma determinada quantidade de memória para dar suporte a todo esse processamento gráfico, além do cooler - responsável por evitar superaquecimento da placa e composto por dissipador de calor e ventoinha.
Também podem ser significantes para o usuário as saídas de vídeo oferecidas pela placa (VGA, DVI, HDMI, S-Vídeo) em caso de necessidade de projeção da imagem do PC em um telão, por exemplo.
Mas como saber qual placa gráfica é melhor para seu computador?
Bom, a melhor pergunta a ser feita inicialmente é: O que o usuário deseja fazer com o computador? Se o perfil for de realização de tarefas simples, como edição de textos e navegação na web, o processador (a CPU) terá muito mais importância do que uma boa placa gráfica. Já no caso de PCs que realizam tarefas multimídias, como edição de vídeo, as placas de vídeo de desempenho médio são suficientes. Modelos como a ATI Radeon HD 3450 ou a nVidia Geforce 8600 (ou mesmo 8500) são adequadas. Agora se falarmos em games mais pesados, os chamados hardcore, será necessário mais potência, o ideal nesse caso é recorrer à família das tops ATI Radeon HD 3800 ou à GeForce 8800 ou superior - a nova série 9 da GeForce.
Mas lembre-se: é fundamental balancear os componentes do seu PC. Se utilizar as placas gráficas de ponta e possuir um processador de desempenho pífio na sua máquina, o resultado final não será satisfatório.
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